Pular para o conteúdo principal

LFS SEGURANÇA - CASO MARIELE: Élcio Queiroz afirmou em delação que Ronnie Lessa foi executor da morte de Marielle e Anderson - créditos CNN

 

Élcio Queiroz afirmou em delação que Ronnie Lessa foi executor da morte de Marielle e Anderson

Fontes ouvidas pela CNN detalham que conversas começaram com a Inteligência do Sistema Penitenciário Federal; delação foi feita dentro do presídio federal de Brasília (DF), onde ele está preso sob a custódia do governo federal

Acusados no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes: Ronnie Lessa (à esq.) e Élcio Queiroz (à dir.)
Acusados no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes: Ronnie Lessa (à esq.) e Élcio Queiroz (à dir.)Foto: Divulgação/PMERJ

Elijonas Maiada CNN

em Brasília

Ouvir notícia

O ex-policial militar Élcio Queiroz afirmou, em delação premiada, que o policial reformado Ronnie Lessa foi o autor dos disparos que assassinaram a vereadora carioca Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Em 14 de março de 2018, o carro de Marielle e Anderson foi alvejado com 13 tiros de uma submetralhadora HK MP5. A vereadora foi atingida por quatro tiros na cabeça e o motorista, por três. Os dois morreram no local.

Queiroz também acusou o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, como o responsável por fazer “campana” e seguir os passos de Marielle, além de levar o carro usado no crime para um desmanche.

“O senhor Élcio fez uma delação premiada, essa delação foi homologada e resultou na operação de hoje. Ele revelou a participação de um terceiro individuo [o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa] e confirmou a participação dele próprio, do Ronnie Lessa e outras pessoas como copartícipes”, disse o ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), em coletiva de imprensa.

Dino concedeu entrevista coletiva ao lado de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e de Renato Vaz, diretor do Sistema Penitenciário Federal, órgão do Ministério da Justiça que entrou para colaborar no caso pela primeira vez desde a abertura do inquérito.

 

“A delação [de Élcio] é a conclusão das provas já colhidas anteriormente e é o início de uma nova produção probatória que foi deflagrada hoje. Os alvos dos mandados de busca e apreensão estão relacionados à delação”, acrescentou Dino.

A colaboração premiada de Queiroz foi feita dentro do presídio federal de Brasília (DF), onde ele está preso sob a custódia do governo federal.

Fontes ouvidas pela CNN com acesso à investigação detalham que as conversas dos policiais com Queiroz começaram no momento em que ele chegou ao Sistema Penitenciário Federal (SPF) até que, de fato, aceitasse um acordo. Os diálogos começaram pela equipe de inteligência do SPF.

As ações de inteligência no presídio têm ações de vigilância e entrevistas, por exemplo, segundo os relatos apurados pela reportagem. A delação foi feita com apoio da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF) e homologada pelo Judiciário com anuência da defesa do acusado.

Prisão

Como resultado da delação, junto a outras provas levantadas na investigação, a PF prendeu, na manhã desta segunda-feira (24), o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa. Ele é suspeito de ter levado armas do apartamento de Ronnie Lessa e guardado.

Segundo apuração da CNN, a PF descobriu que Maxwell fazia “campana” seguindo os passos de Marielle. Ele ainda teria levado o carro utilizado na noite do crime para um desmanche. O responsável pelo desmonte do veículo foi alvo de busca e apreensão.

Conhecido como Suel, o ex-bombeiro já havia sido preso em junho de 2020 e cumpria prisão domiciliar. À época, ele teria ajudado a esconder armas de Ronnie Lessa, entre elas, a que foi usada na emboscada contra a vereadora e o motorista.

Créditos CNN

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Guerra Híbrida: o combate ao PCC e ao CV virou questão de Segurança Nacional dos EUA

​ A autorização de Donald Trump para ações cibernéticas contra o crime organizado é um * salto conceitual* : Washington deixou de tratar as grandes facções brasileiras como "caso de polícia" e passou a tratá-las como * ameaças à segurança nacional .* Com o memorando assinado na quarta-feira (12/08/2026), o governo americano liberou o uso de ferramentas digitais ofensivas (incluindo o uso de  contractors  privados) para interromper, degradar ou destruir a infraestrutura virtual de facções como PCC e Comando Vermelho. Isso consolida uma escalada iniciada em maio, quando ambos foram designados como organizações terroristas estrangeiras. 📊 * O tamanho do ecossistema:* Estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o crime organizado movimentou  R$ 146 bilhões  no Brasil em produtos ilegais (dados de 2022). Não é mais apenas tráfico; é uma multinacional de logística, criptomoedas e empresas de fachada. 🔄 *A Mudança Incorreta de Paradigma* ❌ * Abordagem Pol...

Do Campo de Batalha às Favelas: A evolução do drone como arma

  O emprego de drones comerciais como armas não nasceu na Ucrânia (experiências isoladas já ocorriam no Oriente Médio). Mas foi na Guerra Russo-Ucraniana que a tecnologia mudou de patamar: drones passaram a atuar simultaneamente no reconhecimento, na aquisição de alvos e no ataque. Equipamentos civis transformaram-se em vetores táticos de baixo custo. E o conceito rapidamente ultrapassou as trincheiras europeias: 🇨🇴  Na Colômbia:  ELN e FARC incorporaram drones com explosivos. Entre *2024 e 2025*, foram *264* ataques (*15 mortos e 153 feridos*). O impacto foi tão grande que, em 2026, Bogotá anunciou *US$ 1,68 bilhão* para ampliar sua defesa antidrones. 🇲🇽  No México:  Cartéis adotaram a tecnologia para vigilância e ataques contra rivais e forças do Estado. 🇧🇷  No Brasil:  O cenário escalou rapidamente. No Rio de Janeiro, os registros de ataques com lançamento de explosivos em disputas territoriais são apenas a ponta do iceberg. O narcotráfico nac...

O próximo impacto sobre o agronegócio não vem do clima. Vem da geopolítica

  O Brasil é uma superpotência agrícola, mas carrega um calcanhar de Aquiles estrutural: importamos * 92% * dos fertilizantes que consumimos. Hoje, a torneira que alimenta o nosso campo está no centro das duas regiões mais tensas do planeta. O risco não é "faltar" produto, mas o preço destruir a margem de quem produz. E a conta já chegou: Nos primeiros quatro meses de 2026, o Brasil importou só * 8,4% * a mais em volume, mas pagou * 22,2% a mais*  em dólares. O cenário global acendeu o alerta vermelho: 🇷🇺 * Eixo Rússia/Belarus*:  Seguem controlando cerca de * 40%*  das exportações globais de potássio (MOP). Qualquer sanção ou bloqueio atinge o Brasil em cheio. 🇮🇷 * O Gargalo de Ormuz*:  O estreito movimenta até * 30%*  do comércio mundial. Com as recentes tensões com o Irã, o tráfego travou e até * 3 milhões de toneladas/mês*  deixaram de circular. O resultado? Preços globais * 35% mais altos*  (Jan-Mai/26) e um tombo de * 64%*  nas impor...