Pular para o conteúdo principal

Grupo de Trabalho vai analisar processo de reestruturação da política de controle de armas no Brasil - créditos Ministério da Justiça e da Segurança Pública


Grupo de Trabalho vai analisar processo de reestruturação da política de controle de armas no Brasil 


Os trabalhos começam com reunião, apresentação de plano de trabalho e diálogo entre representantes de várias instituições ligadas ao tema

 

 

Brasília, 03/02/2023 - Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), nesta sexta-feira (3), a portaria que designa o grupo de trabalho (GT) com vistas à regulamentação da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003. O GT será responsável por analisar o processo de reestruturação da política de controle de armas no Brasil e conta com representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério da Defesa, Ministério da Fazenda, Polícia Federal, Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional do Ministério Público, Advocacia-Geral da União e de instituições sem fins lucrativos com atuação no tema.

O Grupo de Trabalho foi criado para analisar o Decreto 11.366, de 1º de janeiro de 2023, que suspende os registros para a aquisição e transferência de armas e de munições de uso restrito por caçadores, colecionadores, atiradores e particulares. O decreto também restringe os quantitativos de aquisição de armas e de munições de uso permitido, além de suspender as concessões de novos registros de clubes e de escolas de tiro, de colecionadores, de atiradores e de caçadores. E, ainda, institui o Grupo de Trabalho para apresentar nova regulamentação à Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, que dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição e, também, sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm, além de definir crimes e dar outras providências.

“A partir da publicação da Portaria do ministro Flávio Dino, que constitui o Grupo de Trabalho previsto no Decreto 11.366, de 1º de janeiro de 2023, começaremos a trabalhar imediatamente. Vamos marcar a primeira reunião com brevidade, apresentar um plano de trabalho e dialogar bastante, ouvindo todas as vertentes que tiverem uma contribuição responsável a dar, acerca de matéria tão sensível. Essa é a primeira e uma das principais tarefas do grupo”, explica secretário nacional de Segurança Pública, Tadeu Alencar.

De acordo com o secretário, o próprio decreto já impõe nova sistemática, de maneira provisória. “Ele impede que novos clubes de tiro e de caça sejam autorizados e registrados, limita as armas de uso restrito. Os verbos utilizados são ‘suspende’ e ‘restringe’. E estabelece esse grupo de trabalho com prazo de 60 dias, renovável por mais 60 dias, para disciplinar de maneira permanente a sistemática”, explica o secretário nacional de Justiça, Tadeu Alencar.

Armas e munições

O decreto restringe o acesso às armas e munições e suspende o registro de novas armas de uso restrito de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs). Também suspende as autorizações de novos clubes de tiro, até a edição de nova regulamentação. As regras já passam a valer a partir da assinatura do presidente.

O documento condiciona a autorização de porte de arma à comprovação da necessidade. Anteriormente, bastava uma simples declaração. E, também, determina o recadastramento no Sistema Nacional de Armas (Sinarm), da Polícia Federal, em 60 dias, de todas as armas adquiridas a partir da edição do Decreto n° 9.785, de 2019.

Entre as restrições estabelecidas, estão a proibição do transporte de arma municiada, a prática de tiro desportivo por menores de 18 anos e a redução de seis para três na quantidade de armas para o cidadão comum, entre outras. Pelo decreto, o presidente determinou a criação de um grupo de trabalho que terá 60 dias para apresentar uma proposta de nova regulamentação do Estatuto do Desarmamento.

Confira aqui o Decreto Nº 11.366.

Créditos Ministério da Justiça. 



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O que é a Certificação CPP/ASIS? Como ela funciona no Brasil

A Certificação CPP no Brasil: Um Padrão de Excelência em Segurança CPP significa Certified Protection Professional e é uma certificação internacionalmente reconhecida, emitida pela ASIS International, uma das principais organizações mundiais em segurança. No Brasil, essa certificação é muito valorizada por profissionais da área, pois atesta um alto nível de conhecimento e experiência em diversas áreas da segurança. O que a Certificação CPP Demonstra? Conhecimento técnico: A certificação CPP abrange uma ampla gama de tópicos, desde segurança física e eletrônica até gestão de riscos, investigação e segurança corporativa. Experiência profissional: Para obter a certificação, é necessário comprovar um número mínimo de anos de experiência na área de segurança. Compromisso com a excelência: Profissionais CPP demonstram um compromisso contínuo com o desenvolvimento profissional e com a busca por soluções inovadoras para os desafios da segurança. Benefícios da Certificação CPP Reconhe...

Caso Marcelinho Carioca - Região do sequestro é reduto do PCC em SP

Créditos UOL. Região onde Marcelinho Carioca foi encontrado é reduto do PCC em SP Ex-jogador aparece ao lado de filhos e netos após sequestro Sequestro, agressão e roleta-russa: o que se sabe sobre o caso Marcelinho  Participe do Grupo LFS Segurança no whatsapp:  https://chat.whatsapp.com/G24HERQiLG0LS4UM1vAlhB 

Luciana Temer - Advogada e presidente do Instituto Liberta - Violência sexual infantil: basta de cortina de fumaça

Luciana Temer   - Advogada e presidente do Instituto Liberta Ver mais sobre o autor OPINIÃO Violência sexual infantil: basta de cortina de fumaça 18/10/2022 às 07:00 | Atualizado 18/10/2022 às 07:29 Compartilhe: Ouvir notícia Inicio este artigo afirmando que a violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil é um problema gigante e invisibilizado. Recentemente uma fala da Ministra Damares em um culto religioso causou grande polêmica nas redes sociais. No filme ela conta de violências sexuais extremas contra crianças muito pequenas, que teriam os dentes arrancados para facilitar a prática de sexo oral e de outras atrocidades do gênero, práticas estas que seriam comuns na região do Marajó. A partir desta história ela estabelece para sua audiência dois lados, o “do bem” que quer acabar com isso e o “do mal” que quer que isso continue. O claro uso político desta fala gerou controvérsia e questionamentos de muitas ordens, em especial sobre provas da ocorrência destes crimes e, ...