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Policiais invadiram hospital para tentar pegar bala que matou Ágatha

A garota Ágatha Felix, de 8 anos, que foi morta por um tiro de fuzil de no Complexo do Alemão. (Foto: Reprodução/Facebook)
Foto reprodução

Segundo reportagem da revista Veja, os PM’s pressionaram a equipe médica para entregarem a bala que matou Ágatha Félix

Entre dez e vinte policiais militares invadiram o Hospital Getúlio Vargas, localizado no bairro da Penha, no Rio de Janeiro, para tentar pegar a bala que matou a menina Ágatha Félix, de acordo com reportagem da revista Veja. Os profissionais da saúde, no entanto, se recusaram a entregar o projétil.
Ágatha foi ferida com um tiro nas costas na noite do dia 20 de setembro, quando estava dentro de uma kombi com a mãe, na comunidade Fazendinha, no Complexo do Alemão. Ela foi encaminhada para o Hospital Getúlio Vargas e chegou a passar por uma cirurgia de cinco horas, mas não resistiu aos ferimentos.
Moradores da região negam qualquer troca de tiros em conflitos com traficantes, como alegou a PM, e dizem que o tiro teria sido disparado por militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que miraram contra ocupantes de uma motocicleta em fuga.
Segundo a reportagem, os policiais pressionaram a equipe de médicos e enfermeiros a entregarem o projétil. Eles temem retaliações após relatarem o episódio à Polícia Civil, que tenta convencê-los a depor para contribuir com as investigações. A perícia feita na bala foi inconclusiva porque o fragmento do projétil não poderia ser comparado com as armas dos policiais.
O Departamento de Homicídios da Polícia Civil está investigando o caso e já fez a reconstrução do crime. Inicialmente, nenhum dos 11 PMs envolvidos direta ou indiretamente no caso participaria da reconstituição por orientação de suas defesas. Depois, eles alteraram a versão e aceitaram participar da simulação.

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