Pular para o conteúdo principal

Campanha de Bolsonaro será investigada por uso ilegal de policiais

Campanha de Bolsonaro será investigada por uso ilegal de policiais


Mais uma denúncia sobre o uso irregular de dinheiro público na campanha de Bolsonaro pode complicar a situação dele e do seu partido, o PSL. Segundo o jornal Valor Econômico, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta terça-feira (8) apurar uma suposta irregularidade no uso de verbas dos fundos partidário e eleitoral no financiamento da campanha do presidente.

   
O órgão de fiscalização apura a contratação, com dinheiro público, de 64 policiais militares e civis do Rio de Janeiro para serviços de segurança privada de Bolsonaro, o que é proibido por lei.

Os pagamentos estão na prestação de contas do PSL, partido de Bolsonaro, enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Foram R$ 50 mil pagos aos policiais em três ocasiões: a convenção do partido que confirmou a candidatura de Bolsonaro, em 22 de julho, no Rio de Janeiro; e os dias de votação do primeiro e segundo turnos das eleições, em 5 e 28 de outubro, respectivamente.

Segundo a reportagem, o Ministério Público entrou com representação pedindo que o TCU investigue, na condição de controladora externa das contas da administração pública, se a Justiça Eleitoral está atuando de maneira efetiva e satisfatória na apuração da ilegalidade. O relator do caso é o ministro Raimundo Carreiro.

O procedimento foi encaminhado à Secretaria de Controle Externo da Administração do Estado, que deve pedir manifestações aos envolvidos e elaborar relatório técnico sobre o caso.

Com base nesse documento, o TCU pode determinar ou recomendar o pagamento de multas e a devolução do dinheiro aos cofres públicos, se entender que de fato o recurso não poderia ter sido aplicado em tal fim.

Os “bicos” dos policiais na área de segurança privada foram revelados na semana passada pelo jornal “Folha de S. Paulo” e confirmados pelo Valor.

Ao TCU, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado destacou o fato de os contratos, firmados individualmente com cada um dos policiais, exigirem deles a declaração de que o serviço estava sendo prestado “com autorização legal”, embora pelo menos cinco dispositivos - entre leis, decretos e estatutos - proíbam essa prática.

“A legislação veda, sem qualquer margem de interpretação, a atuação de policiais militares e de policiais civis como segurança privado, estando os infratores sujeitos, inclusive, a sanções disciplinares”, observou ele.



 Da redação com informações do Valor
Créditos Vermelho, publicado originalmente em - http://www.vermelho.org.br/noticia/323962-1

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O que é a Certificação CPP/ASIS? Como ela funciona no Brasil

A Certificação CPP no Brasil: Um Padrão de Excelência em Segurança CPP significa Certified Protection Professional e é uma certificação internacionalmente reconhecida, emitida pela ASIS International, uma das principais organizações mundiais em segurança. No Brasil, essa certificação é muito valorizada por profissionais da área, pois atesta um alto nível de conhecimento e experiência em diversas áreas da segurança. O que a Certificação CPP Demonstra? Conhecimento técnico: A certificação CPP abrange uma ampla gama de tópicos, desde segurança física e eletrônica até gestão de riscos, investigação e segurança corporativa. Experiência profissional: Para obter a certificação, é necessário comprovar um número mínimo de anos de experiência na área de segurança. Compromisso com a excelência: Profissionais CPP demonstram um compromisso contínuo com o desenvolvimento profissional e com a busca por soluções inovadoras para os desafios da segurança. Benefícios da Certificação CPP Reconhe...

Caso Marcelinho Carioca - Região do sequestro é reduto do PCC em SP

Créditos UOL. Região onde Marcelinho Carioca foi encontrado é reduto do PCC em SP Ex-jogador aparece ao lado de filhos e netos após sequestro Sequestro, agressão e roleta-russa: o que se sabe sobre o caso Marcelinho  Participe do Grupo LFS Segurança no whatsapp:  https://chat.whatsapp.com/G24HERQiLG0LS4UM1vAlhB 

Luciana Temer - Advogada e presidente do Instituto Liberta - Violência sexual infantil: basta de cortina de fumaça

Luciana Temer   - Advogada e presidente do Instituto Liberta Ver mais sobre o autor OPINIÃO Violência sexual infantil: basta de cortina de fumaça 18/10/2022 às 07:00 | Atualizado 18/10/2022 às 07:29 Compartilhe: Ouvir notícia Inicio este artigo afirmando que a violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil é um problema gigante e invisibilizado. Recentemente uma fala da Ministra Damares em um culto religioso causou grande polêmica nas redes sociais. No filme ela conta de violências sexuais extremas contra crianças muito pequenas, que teriam os dentes arrancados para facilitar a prática de sexo oral e de outras atrocidades do gênero, práticas estas que seriam comuns na região do Marajó. A partir desta história ela estabelece para sua audiência dois lados, o “do bem” que quer acabar com isso e o “do mal” que quer que isso continue. O claro uso político desta fala gerou controvérsia e questionamentos de muitas ordens, em especial sobre provas da ocorrência destes crimes e, ...