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Rio de Janeiro inaugura centro de monitoramento em complexo penitenciário

Rio de Janeiro inaugura centro de monitoramento em complexo penitenciário

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Central de vigilância em Gericinó é inédito no país, diz secretário

Jornal do Brasil  
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, inaugurou nesta quinta-feira (5) uma central de vigilância no Complexo Penitenciário do Gericinó, em Bangu (RJ), que abriga 80% da população carcerária do estado. O centro de monitoramento teve um custo de R$ 28 milhões, recursos recebidos do Gabinete de Intervenção Federal na Segurança do Rio.
De acordo com o governo fluminense, o centro tem 1.800 câmeras de última geração, entre elas, modelos de longo alcance, chamadas de speed dome. Elas foram instaladas em pontos estratégicos como corredores de pavilhões, pátios, portarias, áreas externas, muralhas e galerias. Além disso, o sistema tem reconhecimento facial, identificadores de placas veiculares e gerenciador de imagens com inteligência artificial. O armazenamento das imagens será feito em servidores de última geração.
O governador agradeceu o trabalho do Gabinete de Intervenção Federal para que a central de monitoramento pudesse ser inaugurada no Complexo de Gericinó. “A capacidade de vigilância é de 100% do sistema penitenciário. Este modelo também ajuda na fiscalização do entorno”, disse Witzel.
Para o secretário de Administração Penitenciária, Alexandre Azevedo, a alta tecnologia utilizada no novo centro de videomonitoramento só é encontrada em unidades prisionais fora do país. “São 1.800 câmeras, 90% de assertividade no reconhecimento facial, controle de placas de acesso, de perímetro, acompanhamento da rotina do interno, tanto na área de segurança como em cursos profissionalizantes. Em nenhum estado da Federação existe unidade de monitoramento com esta tecnologia”, disse.
O chefe do Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro, general de brigada Antônio Carlos de Souza, participou na inauguração.
Segundo o governo do estado, o Rio de Janeiro tem, atualmente, 51 unidades prisionais sob administração da Secretaria de Administração Penitenciária. Desse total, 27 estão no Complexo de Gericinó, que concentra 80% da população carcerária do estado. Com a integração do sistema, os agentes poderão fazer o monitoramento à distância de todas as penitenciárias fluminenses.

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