A inteligência artificial está entrando em uma nova fase. O que está em disputa já não é apenas quem desenvolve o melhor algoritmo, mas quem consegue construir a infraestrutura necessária para transformar inteligência em capacidade real de ação. Por trás de cada modelo avançado existe uma cadeia física: chips, semicondutores, capacidade computacional, data centers, redes e energia. À medida que os modelos se tornam maiores e mais sofisticados, essa *infraestrutura passa a ser tão estratégica quanto o próprio software.* A corrida pela IA começa, assim, a assumir características de uma corrida industrial. Quem controla a capacidade computacional controla a velocidade com que pode treinar, executar e escalar inteligência artificial, e *quem domina os recursos para produzir essa capacidade conquista uma vantagem que ultrapassa os limites da tecnologia.* Essa transformação também altera o que esperamos de uma IA. Até pouco tempo, a interação era essencialmente reativa: perguntávamos, o sist...
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